segunda-feira, 11 de abril de 2011

Os horrores de sabado a noite



Sabado a noite e o melhor dia da semana! Pena que o meu foi terrivel devido a uma viagem que fiz na quarta-feira e que ainda estava rendendo na noite de sabado (como diz a minha prima: "Esta vendo o que da comer alimentos estragados?"). A minha sorte foi que o Flavio ficou aqui comigo, cuidando de mim enquanto eu apresentava um espetaculo escabroso de febre e cia!... Eu tenho muita sorte mesmo, pois o sabado pra mim foi na companhia de gente que adoro (apesar da situacao nao ter sido favoravel a minha saude) mas muitas pessoas do meu convivio nao tiveram o sabado da maneira que gostariam, afinal, sao tantas historias de horror...

Acordei no domingo e fui como de costume dar uma passeadinha na feira pra comprar umas verduras organicas. No caminho fui a casa de uma amiga com quem sempre troco ideias e ela e eu comecamos a falar sobre encontros e desencontros amorosos. Ela narrando sua triste historia da noite anterior e eu escutando cada vez mais horrorizada as coisas que o individuo fez com ela. Mal acaba de me narrar os fatos, outra amiga me liga do Mato Grosso pra dizer sobre a paixao dela de Sao Paulo que nunca atendia o telefone durante o fim de semana (vivem uma "paixao escondida", pois sao duas mulheres) e que tinha passado o sabado inteiro a chorar. Parecia que tudo naquele fim de semana estava desfavorel as mulheres que me cercavam...

De repente o meu celular toca. Eu ja com o prato do almoco em minha frente pra comecar a comer e eis que vejo no identificador de chamadas um numero conhecido. Como ja conheco as tantas que essa minha amiga apronta ja fui falar com ela preparada pra saber dos horrores do sabado a  noite! Quando atendi o telefone ela ja me disse: "tenho novidades pra ti, estou tao feliz!, Passei uma noite de rainha!"... Ja imaginei na hora a narrativa, antes mesmo dela falar. Essa ultima amiga era uma pessoa muito simples, ganha a vida lavando e passando roupa, ela tinha passado a noite anterior com o ex (agora com outra mulher) e a atual dele trabalha como merendeira num colegio estadual. (Isso dava um filme do Fellini ou um conto do Nelson Rodrigues... rs...).

Ela ja foi falando: "Combinei de encontrar com ele na rodoviaria (em outra cidadezinha proxima). Quando chegou ja foi logo me dizendo que tinha um lugarzinho especial para nos. Fiquei impressionada pois nunca achei que ele pudesse gastar metade do salario dele nessa noite comigo (quem ve ela dizer isso ate pensa ser uma fortuna...). Ele pediu o quarto que ficou por R$50,00, mais o jantar que ficou por R$40,00 pra nos dois, mais as coisas que comi do frigobar que ficaram em mais ou menos 60,00 (cerveja, refris e chocolates) e mais o cafe da manha do domingo que foi em outro local melhor." O mais engracado e que enquanto ela falava eu fui fazendo as contas e chegando a uma conclusao que talvez parecesse um pouco dura: foi enganada!

"Bati a real" pra ela dizendo: "Amiga, voce acha que esta no lucro, porem por mais que ele ainda gaste uns R$10.000,00 contigo, ainda estaria a dever-lhe pois o prejuizo que ele vem lhe dando nao tem jantarzinho que pague. Ate agora ele ja morou as suas custas durante mais de 4 anos , ainda andava na moto Honda CG que o seu ex marido lhe deixou de heranca (infelizmente nao sei quanto esta a valer uma moto destas, mas creio eu que nao passe de R1.500,00), comeu, bebeu, tomou banho... tudo na sua casa e nunca te deu um centavo pra ajudar... E  ainda esta doidinho pra amontoar na tua casa novamente pois sabe que em breve estaras a ganhar mais."

Quando disse isso, quem me surpreendeu foi ela (e que surpreza!). Ela me disse: "E quem disse que eu quero botar ele na minha casa?" ... Ate ai lembrei da minha outra amiga que levou o cara pra o motel planejando se vingar dele, amarrou o pobre coitado na cama pelado (coitado nada!) vestiu a roupa e foi-se embora (ate hoje ela ri disso e eu muito mais). Voltando a minha amiga ela continuou: "Na verdade eu to planejando ter mais noites assim de agora em diante e fazer ele gastar ate o ultimo centavo!". Perguntei o que ela pretendia e ela me disse algo que me comoveu (economicamente falando): "Estou pegando de volta o meu dinheiro, afinal nao posso perder meu investimento...".

Enfim, o que sucedeu-se depois foram as ligacoes dela me contando (e ainda rindo) que so nao comeu mais porque estava de dieta, se nao teria comido  tudo que estava "na frente" para dar prejuizo no frigobar do hotel. Que havia chegado em sua casa no domingo quase na hora do almoco, mas que ainda tinha dado um tempo de fazer a sagrada refeicao e agradar um dos seus filhotes que ainda estava a morar na mesma casa que ela. Que na hora de pagar a passagem no coletivo ainda pediu-o que pagasse a dela pois nao tinha trocados (Saindo-se uma esperta de primeira... Nascia um monstro!... rs...)

Bom, meu caro leitor, como podes bem ver, o final de semana dela tinha sido o melhor (do ponto de vista economico) dentre todos os relatos que eu escutara no domingo pela manha . As minhas outra amigas, apesar de irem em locais melhores e com pessoas mais refinadas, nao puderam usufruir de nenhum beneficio adcional e nem "pegar de volta" algum investimento ja considerado perdido. Cheguei entao a conclusao de que com certeza, sem sombra de duvida, no mais amplo sentido economico que  a expressao poderia ser usada, minha amiga iria acordar no outro dia e dizer muito hilariamente: "Hoje eu estou mais rica que ontem".

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Mais uma perola...




Tenho um amigo (interessante como nunca falo o nome deles aqui - mas tambem com cada uma que eles fazem...) que adorava usar vocabulario dificil, principalmente se ele nao soubesse "nadica de nada" do que estava a falar. Seu gosto "refinado" pelas palavras desconhecidas, acabavam por faze-lo, muitas vezes, de idiota na frente de terceiros. Quero deixar bem claro que so estou a contar esta historia aqui porque tenho completa certeza de que ele nunca vai acessar este blog pois ele odeia internet devido ao fato de que em uma das suas varias teorias de conspiracao - que so ele acredita - uma delas se baseia na crenca de que a internet causa retardo mental.

Eis que um dia estavamos a conversar ele e eu. Ele me dizia sobre a uma amiga minha que ele estava interessado e me pediu informacoes sobre ela. Valorizava a beleza fisica da mulher e dizia que adorava o quanto ela falava bem e tinha um certo "ar" de elegancia. Pediu-me encarecidamente para arrumar um encontro casual para que ele pudesse impressiona-la (segundo ele) com o seu "porte de masculinidade" (o que eu acreditava ser bem pouco provavel).

Enfim, um dia eu estava num cafe na cidade de Goiania com a referida moca e liguei para ele dizendo que se ele passasse por la teria a oportunidade de ve-la e se apresentar. Ele mais que depressa chegou e sentou-se a nossa mesa. Pediu um capuccino e comecou a se "exibir intelectualmente" (como se isso fosse possivel) para a referida moca. primeiro elogiou-a e depois elogiava a si mesmo com um certo ar de "estou podendo".

Ela (minha amiga) comecou com um assunto sobre a democracia no Brasil e deste para o mundo... Quando ele pediu a palavra ja pensei: "La vem mais uma perola!...". Ele concordou com ela em tudo o que ela disse (ate ai tudo bem) e acrescentou: "Realmente isso que voce falou tem tudo de bom. Eu, inclusive, faco parte de um movimento demagogico a respeito desse tema. Tenho um livro la em casa que eu estou lendo justamente sobre isso. Nao me lembro o nome agora (rs... como se eu ja nao imaginasse que fosse conversa fiada dele) mas ele e realmente muito bom, estou adorando! Se voce gosta de hipocrisia vai gostar de ler ele, eu posso te emprestar se quiser".

Lembrei de um rapaz que eu conheci ha varios anos e que falando comigo me disse que estava lendo um livro muito interessante. Na epoca ele cursava Direito na PUC e me disse (muito infelizmente para ele) que estava lendo este livro maravilhoso do Jo Soares: O Xango de Baker Street. Ele elogiava o livro ferozmente e disse-me que a historia era muito interessante, que falava sobre o roubo de um violino, segundo ele um "Instrandinval"... Mais que prontamente eu retruquei: "Nao seria um Stradivarius?"

Bom, voltando ao meu outro amigo do inicio da historia, ele comecou a falar aquele monte de bobagens e eu, muito provavelmente "dando na cara" que estava a me segurar pra nao rir, resolvi tomar a palavra antes que ele falasse mais e perdesse a oportunidade de impressionar a moca, ou pelo menos nao deixa-la horrizada com tanta besteira saindo de uma boca so. Na hora lembrei de outro alguem (um homem que nao vou citar o nome aqui para assegurar a protecao das pessoas envolvidas) que me disse certa vez que estava a conversar com a namorada (agora ex) e ela comentou que estava lendo um livro que tinha mudado a vida dela. Quando ele perguntou a ela o nome do livro ela respondeu: Marley e Eu (ate hoje ele e eu rimos disso - perola classica).

Enfim, voltando novamente ao meu amigo do inicio da historia, ele, na tentativa de tentar "salvar"o que muito provavelmente nao poderia ser salvo, ofereceu-se para pagar a nossa conta no cafe e levar a moca em casa (o que ela aceitou na hora devido ao fato de nao estar de carro no momento). Soube por ela mais tarde que ele ainda dissertou sobre varios assuntos que deveras desconhecia durante o trajeto e ainda chamou-a para jantar com ele naquele sabado frio. Ela aceitou.

Bom, meu caro leitor, essa historia aconteceu ha mais de um ano e ate hoje depois deste jantar ela nao quer nem mais ouvir falar no nome do referido rapaz (creio eu que a experiencia foi traumatica), mas de uma coisa pode-se ter certeza: conta paga no cafe, carona pra casa e mais jantar num restaurante bom... Com certeza no outro dia ela acordou e pensou: "Hoje estou mais rica que ontem!".

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Minha mae tinha um carro...



Boa tarde a todos. Algumas pessoas me perguntaram porque eu nao postei nada ontem. Eu fui a Brasilia resolver uns assuntos urgentes e quando voltei estava com uma febre terrivel, tomei uns dez banhos frios e remedio em demasia pra abaixar o estado febril, entao nao deu pra me dedicar a escrever nada ontem. Aos meus leitores queridos as minha mais humildes desculpas.

Hoje vou contar uma historia que aconteceu ha muitos anos com a minha mae, Dona Cidinha, na cidade de Inhumas (cidade do interior de Goias). Ela acordou de manha e como de costume foi resolver assuntos de todos os dias como ir ao banco e supermercado. Ela resolveu algumas coisas e foi enfim a Praca no centro da cidade pois ia ao banco pegar um talao de cheques. Estacionou o carro, foi ao banco e em poucos minutos voltou ao carro para resolver o retante de suas tarefas do dia.

Quando saiu do banco, foi em direcao ao local onde havia estacionado o carro. Abriu o referido e notou que o banco do carro estava desarrumado e ajeitou-o para ficar mais confortavel, ajeitou tambem o retrovisor que estava desajustado e ainda pensou: "O Ataidinho (meu pai) deve ter andado no carro ontem e mexido aqui". Enfim, colocou a chave na ignicao e saiu para ir a uma clinica marcar um exame medico que estava para fazer.

Marcou o exame e foi resolver mais coisas que estavam pendentes ainda como supermercado e farmacia. No caminho dessas resolucoes que faltavam ela teria que passar pela praca central novamente. Ao passar pela praca ela notou que varias pessoas faziam sinal para ela parar, como se estivesse acontecendo algo muito importante e que ela deveria parar o carro na mesma hora. Quando ela parou, um homem achegou-se a janela, apontou o dedo para o estacionamento da praca e disse: "Senhora, o seu carro e aquele ali! Esse que a senhora esta andando e o meu!".

Minha mae, meio sem entender o que estava acontecendo ficou meio acanhada e o homem continuou explicando que, quando ela estacionou o carro dela, ele tinha estacionado ao lado e os dois carros eram da mesma marca e mesmo modelo, so que o carro dele estava com a ignicao estragada e por isso quando a minha mae colocou a chave e girou, o carro ligou normalmente. Como o carro dele estava estacionado mais proximo ao banco que ela tinha ido e como ela colocou a chave e o carro estava liberado ela nem se deu conta de  que aquele carro nao era o dela.

Nisso minha mae comecou a ligar os detalhes e percebeu que quando entrara no carro, realmente o banco estava desarrumado e percebeu realmente que havia pegado o carro errado. Ela desceu do carro do senhor em questao e nao se sabe (dizendo ela) como consegiu abrir a porta do carro pra descer e chegar andando ate o carro dela com todos na praca olhando para ela e ela morrendo de vergonha.

Bom, meu caro leitor, minha mae passou realmente muito constrangimento naquele dia e ate hoje muita gente ainda ri com essa historia. Porem, um fato e realmente inegavel e indubitavelmente certo. Com todo o tempo que ela ficou a andar com o carro do referido senhor, gastando a gasolina dele, sendo assim, economizando a gasolina do carro dela, com certeza no outro dia ela poderia ter acordado e dito: "Hoje eu estou mais rica que ontem!".

terça-feira, 5 de abril de 2011

Alternativa mais "em conta"



Hoje falarei sobre a consultoria inusitada que prestei a uma pessoa (manterei o nome em sigilo para resguardar os envolvidos). Creio que esta seria uma das consultorias mais engracadas que ja prestei. Lembrando sempre que um economista deve enxergar alem do obvio, percebi que tudo o que o cliente disser deve ser encarado com seriedade por mais estranho ou absurdo que possa parecer.

Uma pessoa do meu convivio sempre reclamava de que o dinheiro que recebia no fim do mes nunca dava pra nada. Como ele sempre vive a destacar para todas as pessoas a minha inigualavel percepcao economica, resolvi dar essa consultoria de graca para ele. Marcamos de nos encontrar e ele me passar toda a sua vida economica para uma analise fria e objetiva.

Comecamos com os gastos basicos (ate ai tudo bem) e enfim passamos  aos suplerfluos. Ele comecou o relato dizendo: "Bom... eu frequento o puteiro ***** (nao colocarei o nome aqui pra nao fazer propaganda), entao eu gasto cerca de R$150,00 da entrada, mais uns R$300,00 com a bebida e se rolar eu ainda levo uma das... digamos... `mocas que prestam servicos`... por R$200,00 a R$400,00 (geralmente o preco e a combinar), mais o pagamento do local onde seria efetuada a prestacao de servico que fica em torno de R$70,00...".

Eu segurei pra nao rir... Lembrei-me que um economista e como um medico que voce conta todos os seus segredos e que eles devem ser encarados com muita seriedade. Comecei a indaga-lo sobre essa "tradicao" que ele religiosamente seguia duas vezes por semana e ele disse que realmente ja havia virado um habito e por isso seria dificil ser extirpado de sua existencia.

Confesso que fiquei sem saber o que dizer na hora. Realmente o caso do dinheiro dele nunca ser o suficiente se devia justamente ao habito adquirido ao longo dos anos. Como economista era minha obrigacao pensar em uma alternativa que pudesse deixar o cliente tao satisfeito como antes e poupar-lhe o maior montante de dinheiro possivel.

Analisei de forma fria e pratica a situacao dele e pude propor uma alternativa que inicialmente poderia parecer estranha, mas revelou-se muitissimo satisfatoria para ele. Eu disse: "Por que voce nao arruma uma namorada?"... ele me olhou com aquela cara de interesse e perguntou: "Como assim?".

Eu fui direta desta vez: "Vou dar-lhe uma opiniao de economista. Ja que nao ficas sem mulher entao arrume uma namorada. Faca as contas: dependendo da mulher, voce paga a entrada do cinema em torno de R$30,00, depois a pipoca em torno de R$12,00; na saida ainda `rola` um x-salada (sanduiche) e um refrigerante em torno de R$25,00 e depois voce ainda leva pra sua casa e o local sai de graca...".

Ha!... Quase me esquecendo... ainda ressaltei: "Voce ainda tem grandes chances de ter exclusividade! Claro que nao sao em todos os casos, mas isso provavelmente nao era coisa que ocorria na primeira alternativa".

Fizemos as contas e eu pude provar para ele por "A+B" que eu estava certa! No primeiro procedimento de negociacao o desembolso dele seria de, no minimo, R$720,00 e no procedimento proposto por mim o desembolso dele seria de R$67,00. Realmente muitissimo mais em conta!

A partir daquele dia, ele resolveu aderir mais do que nunca as minhas dicas de economia e passar a ter uma vida menos esbanjadora, mas nao menos prazerosa. Com certeza ele pretendia acordar no dia seguinte e dizer: "hoje eu estou mais rico que ontem!..."

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A escolha de Joana Maria



A historia que tenho pra contar hoje seria comica se nao fosse tragica... Tenho uma amiga que vamos chamar de Joana Maria (nome ficticio para resguardar as pessoas envolvidas na trama) que estava numa "mare de azar" que realmente estava de dar pena. Tudo ja aconteceu com ela: perdeu o emprego, o pai morreu, estava praticamente a ser despejada do barraco onde morava, nao tinha mais dinheiro pra pagar a faculdade e ainda estava devendo pra todo mundo. A vida dela virou de pernas para o ar de uns 6 meses pra ca. Ja teve indicacoes de amigos pra empregos diversos, mas ela nunca parava em nenhum (eles sempre mandavam-na embora) e como diz ela mesma ja nao tinha nem dinheiro pra comer...

Mas como na vida existem os famosos "milagres", eis que sucedeu-se um... De um mes pra ca ela envolveu-se com um homem mais velho e cheio da grana que nesse meio tempo presenteou-a com muita coisa... pagou a facul que estava atrasada, mudou ela do barraco pra um lugar melhor, comprou um monte de roupas para ela, leva ela pra jantar todo dia... enfim... Parece que a vida dela mudou da agua para o vinho... E ainda tem um Bonus!: o homem e lindo demais!!!... (eu pegava na hora!... rs...)

Sabado passado ela estava na casa dele (ele mora sozinho em um apartamento de dar inveja na cidade de Goiania) e ja passavam das 8 da noite quando ele disse que ela ficasse ali assistindo televisao que ele iria tomar um banho pois o calor "no Goias" estava de fritar ovos no asfalto. Ela se aconchegou no sofa e ficou olhando aquele lugar maravilhoso e cheio de frescura ao qual ela poderia num futuro proximo usufruir tambem (ja sonhava com o "casorio").

Eis que ao lado dela ouve-se um "bip" conhecido: era o celular do rerferido "namorado" que estava a tocar. Ela olhou em volta e parecia que ele iria demorar um pouco no banho, entao resolveu dar uma olhadinha pois so uma olhadinha nao faria mal. Quando ela abriu a mensagem, congelou-se de choque. Eis que na mensagem estava escrito: "Estou so de calcinha te esperando...".

Ela ficou apavorada, comecou a pensar o quanto o cara era canalha e como ele podia fazer aquilo: estar com ela e traindo-a. O seu sangue frio gritava para espera-lo sair do banho e tomar satisfacoes e sentou no sofa com o celular na mao para aguarda a tao esperada saida do cretino.

Na espera pelo "sem vergonha" ela comecou a lembrar da vida dificil que ela tinha antes dele. comecou a lembrar dos dias de fome e das andancas de transporte publico (epoca esta que ela nao tinha o carrao dele pra andar), comecou a lembrar da faculdade e de quanto ficava caro o pagamento do ensino superior. Sim... ela chegou a conclusao que muita gente chega em algum momento de sua vida: "Eu sou uma pobretona".

Pensando sob essa perspectiva ela comecou a "rever" os seus conceitos e verificar o outro lado da circunstancia... pensou: "Se eu brigar com ele e ele ficar irritado e terminar comigo, entao eu vou perder essa boa vida de faculdade em dia, aluguel em lugar bacana, comidinha boa todos os dias... Oh meu Deus o que eu faco?"

Bom, se voce, meu caro leitor, e uma pessoa pratica, bem sabeis o final dessa historia... Ela apagou a mensagem e quando ele saiu do banho ela olhou para ele e abriu o mais maravilhoso dos sorrisos dizendo assim: "A... meu querido! Como voce e bom para mim... eu te amo tanto!...". Com certeza essa moca estava pretendendo acordar no outro dia e ter a certeza de poder dizer: "Hoje eu estou mais rica que ontem!"...