sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O puteiro de BH



Amigos, Enfim mais uma historia para o vosso deleite... Hoje vou narrar a historia que me foi contada por meu amigo Marco Antonio sobre dois conhecidos dele que foram fazer negocios em Belo Horizonte, ficaram bebados e quase compraram um "puteiro".

O Marco Antonio tem dois amigos (que chamarei de Getulio e Alfredo) que faziam muitos negocios pelos lados de BH (Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais). Esses mesmos amigos foram convocados para uma reuniao e depois de um dia exaustivo e uma noite mais exaustiva ainda foram convidados por um dos colegas de negociacao para conhecer a atividade de entretenimento local (vulgarmente conhecida como "puteiro"). Eles pensaram a respeito e decidiram ir conhecer a "casa de entretenimento".

Quando chegaram ao local logo puderam ver o nome (que aqui nao divulgarei pra nao fazer propaganda de graca, ainda mais pra "puteiro", mas tinha um nome bem sugestivo e Exoterico... kkk...). Os nossos protagonistas chegaram meio "ressabiados" ("cautelosos" no dialeto local) e sentaram-se em uma mesa. Pediram bebidas de todos os tipos e "tira-gosto" para todos os paladares (por mais requintados que fossem). E comecaram a animar a conversa falando dos negocios e negociadores...

La pelas tantas, depois de muitos copos de bebidas diversas, ja comecaram a falar meio enrolado, rir alto, acharem-se os gostosos, contando vantagem... enfim comecaram a dar sinais de que a bebida ja estava a subirem-lhe as cabecas. E como bebado so faz besteira...

Logo comecaram a requisitar a companhia das mocas que ali trabalhavam. Elas vieram e a conversa se esticou... conversa daqui, conta vantagem dali e enfim surgiu um assunto interessante a todos: Lucro do Puteiro. O assunto tornou-se interessante e logo uma das mocas comecou a dizer que o dono do "estabelecimento" ja estava velho e cansado e por isso nao aguentava mais tomar conta do local todas as noites...



Caro leitor, o meu amigo Marco Antonio me explicou que bebado, a medida que vai ficando mais bebado, ja comeca a achar-se o gostoso (o bebado), porque acha que todas as mulheres estao com ele por causa da sua sensualidade natural, vai ficando mais rico (o bebado) pois acha que dinheiro nao e problema pra ele, vai ficando mais invisivel (o bebado) porque faz "cagada" e ninguem nota, vai ficando mais valente (o bebado) pois se nao vira "o matador" entao vira o "mandante de matador"...

Enfim... os amigos do Marco Antonio comecaram a indagar a "mocinha" (prestadora de servicos da casa de entretenimento) se o dono (que vou chamar de Candinho) vendia o local... a moca disse que sim, provavelmente ele venderia. Entao o Getulio propos ao Alfredo um "negocio da China": Comprar o "puteiro". Alfredo (tao bebado quanto o Getulio) logo disse: "eu topo!".

Entao comecaram a negociar: "vamos fazer assim Alfredo... voce faz um cheque de R$15.000,00 e eu faco outro de R$15.000,00". E o Alfredo logo disse: "eu topo!". Chamaram o dono do local e proporam o negocio pra ele. O "senhor" em questao logo se mostrou interessado na proposta e aceitou. Como nao havia cartorios abertos em plena madrugada, a negociacao ficou para o outro dia... (eu sempre fico na duvida se o verbo HAVER fica no singular ou plural mas creio que como na contextualizacao esta no sentido de EXISTIR ele deve ficar no singular mesmo...).

Os nossos "protagonistas", depois de beberem mais umas, voltaram para o hotel (nao me perguntem se usufruiram de outros "servicos" oferecidos pela casa porque eu nao sei, o Marco Antonio nao detalhou a esse ponto a sua narracao... mas enfim, foram eles para o hotel e dormiram o "sono dos justos" (ou "sono dos bebados"... porque os justos e os bebados dormem da mesma forma: como uma pedra... kkk...).

No outro dia, ao acordarem, se lembraram da "negociacao bem sucedida" que fizeram e se lamentaram bastante... mas deram "gracas a Deus" pois nao havia cartorios abertos em plena madrugada... pois se algum estivesse aberto, naquela manha seriam eles os mais novos e felizes "socios proprietarios" de um "puteiro de primeira linha". (Fiquei a imaginar se eles tivessem mesmo fechado a negociacao... Ja pensaram, eles chegando em casa e dando a noticia pras suas respectivas esposas? "Querida, informo-te que a partir de hoje temos um puteiro! Nao e uma noticia maravilhosa termos feito essa espetacular aquisicao?"... kkk...).

Enfim, naquela manha, se houvesse um cartorio aberto durante a madrugada, somente o Candinho ia acordar e dizer: "Hoje eu estou mais rico que ontem!"

sábado, 17 de setembro de 2011

Máximas da Semana!!!...

"Sabe aquela mulher super equilibrada, que nunca te cobra nada, super segura, calma e nada ciumenta? Ela tem outro..."
.
"Mulher que é mulher tem horror a barata: roupa barata, viagem barata, casa barata, jóia barata...
Mulher gosta mesmo é de carinho... Muito carinho... Carro carinho, jantar carinho, vestido carinho, sapato carinho, colar carinho..."

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A nova secretária do Júlio



Amigos, boa tarde! Quero me desculpar por não escrever há tempos, mas estou a trabalhar muitíssimo e me encontro deveras atarefada... Porém, neste momento, encontro-me um pouco mais aliviada da labuta e resolvi escrever...Hoje contarei a história de dois amigos que viajaram para uma cidadezinha do interior de Goiás...

Eu tenho dois amigos (que chamarei de Luiz e Roberto) que faziam prestação de serviços para um escritório em Goiânia. Esta mesma prestação de serviços consistia em viajar para auxiliar e orientar alguns escritórios no interior do estado (no caso Goiás). Um dia eles viajaram para uma cidadezinha muito pacata a qual um grande amigo deles (que vou chamar de Júlio) tinha um escritório.

Quando eles chegaram no escritório foram apresentados a nova secretária do Júlio (que vou chamar de Maressa) que era uma mocinha de uns 18 anos. E o Luiz foi logo se "engraçando" pra menina a dizer que ela era muito bonitinha e que ia se mudar pra o interior só pra ter uma secretária assim.

O dia passou e quando o expediente chegou ao fim (lá pelas 18 horas) o Júlio convidou Luiz e Roberto para beberem uma cervejinha na praça central da cidade (prática essa muito corriqueira nas cidades do interior, que por serem pequenas e pouco populosas ocorria que todas as pessoas que lá moravam tinham esse hábito).

Quando Júlio, Luiz e Roberto estavam a beber numa mesa colocada estrategicamente num dos lados da praça, chegaram mais alguns amigos para beber com eles e todos começaram a conversar sobre vários assuntos e a contar as novidades que até o momento sabiam.

Depois de uns 30 minutinhos, eis que do outro lado da rua a descer pela calçada (passeio em Portugal) via-se a nova secretária do Júlio (sim caro leitor... a mocinha de 18 anos...) de banho tomado, cabelo lavado, roupinha bonita e passada, ou seja, toda arrumadinha caminhando apressadamente para algum compromisso importantíssimo.

O Luiz, já todo "empolgadinho" a fitar a mocinha logo se apressou em chamar a atenção dela para si a dizer: "Maressa minha linda, onde estas a ir? Eu quero ir contigo!... Diga-me onde vais e eu irei contigo!... 

Maressa, ao ouvir a proposta de Luiz, logo retrucou: "Eu gostaria, mas onde vou não tem jeito de levar voce!". O Luiz, ao ver a resposta, não se deixou abater e respondeu: "Mas eu quero ir com voce... eu paro de beber com esse pessoal aqui e vou contigo!... Me leva!!!..."

A menina ao ver novamente a resposta apenas disse: "Sinto muito Luiz, mas eu vou a igreja e não tem como levar você...". Luiz, mesmo diante da resposta negativa insistiu mais uma vez: "Por favor meu benzinho... me leve contigo... prefiro a tua pessoa a estes homens aqui...".

Maressa, ao ver que o Luiz realmente iria com ela, disse com a sinceridade de seus 18 aninhos: "Seu Luiz, eu gostaria de levar o senhor, mas lá é só para jovens!"...

Caríssimo leitor, imaginem a cara do Luiz... imaginem a cara dos amigos do Luiz... Imaginem a minha cara quando me contaram esta historia... Eu nem consegui escrever direito pois não paro de rir do meu amigo Luiz...

Enfim, pra dizer a verdade, do ponto de vista financeiro, todo mundo ali teve um dia produtivo, mas o Luiz realmente fechou o dia com chave de ouro... Levando-se em conta que ele percebeu que não é mais nenhum garotinho cogito perguntar a ele se no outro dia ele acordou e pôde dizer: "Hoje eu estou mais rico que ontem!". 

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Um dia no trabalho de Rita



Amigos, sei que andei sumida, porém o motivo foi realmente inevitável... Agradeço os e-mails que recebi perguntando se eu havia falecido (foi hilário). Informo, com muito carinho, que fiquei deveras comovida comovida com a preocupação dirigida ao meu sumiço (creio que por pouco alguém coloca um aviso televisivo de "procura-se" referente a minha pessoa)... Mas vamos ao que interessa, ou seja, mais uma história para guardarem em suas memórias e quem sabe um dia contarem aos seus netos...

Ontem, ao falar com uma amiga, ela me narrou alguns fatos não muito agradáveis que me fizeram recordar o quanto trabalhar na prefeitura se tornou "adrenalinático" (se é que essa palavra existe... kkk...)...

Minha amiga (que chamarei de Rita), como de costume, acordou naquele dia, pegou o seu carro e foi para o trabalho (no caso a prefeitura). Atravessou a cidade (como todo mundo que trabalha na prefeitura tem que fazer) chegou ao estacionamento do prédio em questão, estacionou o seu carro calmamente e dirigiu-se ao bloco em que trabalhava.

Rita, por achar mais fácil, pois trabalha no primeiro andar, subiu pelas escadas para poupar-se tempo. Mal terminou de subir as escadas e adentrar a sua sala ouviu disparos de uma arma de fogo nas imediações... Repentinamente apareceu um outro funcionário público amigo dela a correr e a gritar: "Corram!!!... É bala!!!... É tiro!!!... Nós vamos morrer!!!...".

Ela, obviamente assustada e com um "puta medo de morrer" (palavras dela) correu para o banheiro feminino a esconder-se. Só que no momento da corrida haviam mais 4 homens na sala dela e também o funcionário que estava a gritar que correram juntamente com Rita para o referido banheiro.

Ela não pode deixar de salientar que os 5 homens que a acompanhavam eram afamadamente muito corajosos, mas no "rajar" das balas, não se sabe o por quê, se absteram de toda a macheza que da fama se gabavam.

Quando todo mundo entrou, trancaram a porta e cada um se escondeu nas sanitas individuais que se separavam com uma frágil porta selada apenas por uma "tramela" (há tempos não ouvia esta palavra que só ouço quando tenho contato com algumas seletas pessoas do interior do estado). Essa mesma "tramela" que se tornou então responsável por salvaguardar estas 6 pessoas com um "puta medo de morrer" do atirador destemido daquele momento.

Esperaram ali durante umas 2 horas, até que ouviram uma voz a dizer que estava tudo bem. Saíram então do banheiro feminino, Rita e os 5 homens (que estavam a "se cagarem") e souberam o motivo do tiroteio...

Alguns ladroes roubaram uma camionete (já disse em outro poste que estão corretas as duas formas: camionete e camioneta) e com medo dela estar com um dispositivo que indicava ao dono o exato local onde se encontrava, deixaram-na no estacionamento da prefeitura para verem se ela tinha o dispositivo ou não.

Como alguns dias depois eles (os ladrões) retornaram ao local e viram que o automóvel ainda se encontrava lá, decidiram levá-lo então certamente para o "desmanche". Para azar dos ladrões, a policia (bem mais esperta que eles) já supondo o procedimento que eles (os ladrões) seguiriam já ficaram "de butuca" (campana) nas imediações para pegá-los com a "boca na botija".

Quando os ladrões entraram no automóvel para levá-lo a policia apareceu e começou a persegui-los com as viaturas. Acionaram o dispositivo que cortava a ida de gasolina para o motor da camionete e como o veículo parou, os ladrões saíram do automóvel e fugiram à pé para um dos blocos da prefeitura (no caso o que Rita trabalhava), os ladrões começaram a atirar prontamente respondidos  pela polícia devidamente apoiada pela guarda municipal.

Resumindo... Os bandidos se entregaram e tudo acabou bem... a não ser pelas calças borradas do homens "machíssimos" que estava com a Rita no banheiro feminino...

Caros leitores, a história não acabou... Esse ocorrido, como podes ver, sucedeu-se na manhã daquele dia, porém na tarde ocorreria outro.

Após o intervalo do almoço, Rita estava a caminhar pelo corredor e foi surpreendida por uma briga entre os pedreiros que estavam a descansar antes de começar a labuta no turno da tarde... Um dos Pedreiro (que vou chamar de Pedro)  conhecido por seu tamanho e força (1,90 m só de músculos! Sem "banha" como alguns que conheço!...) estava a querer dar uns "supapos" em outro pedreiro seu amigo (que vou chamar de Leonir) pois ele estava a dizer-lhe desaforos e o Pedro não gostou nenhum pouco do ocorrido.

A questão é que Pedro havia comido a marmita do Leonir, pois este pensou que ela havia sobrado por lá. Leonir havia chegado atrasado e por isso todos pensaram que a marmita dele era sobra. O Pedro então botou a "quentinha" pra dentro e ficou "tranquilão".

Quando Leonir chegou e viu a marmita havia sumido foi ter com o responsável para pedir-lhe satisfações e o mesmo informou que o pedro havia "traçado" a "quentinha".

Leonir, obviamente "puto da vida" começou a denegrir a pessoa de Pedro em alto e bom som. Pedro, ao passar pelo local, foi informado que estava a ser difamado pelo colega e logo pegou uma chave de fenda e partiu pra cima de Leonir a dizer: "Cabra safado!!!... Vou te enfiar essa chave de fenda nos fundilhos!!!...".

Voltando ao momento que Rita passava pelo corredor e ouvia os gritos, foi então surpreendida pelos pedreiros a brigar e o Leonir (covardão borra-botas que era) usou-a como escudo humano para que Pedro não lhe metesse a chave de fenda no meio daquele lugarzinho que como a Rita diz "nunca pega sol"...

Rita, já carregada com o estresse do fato ocorrido pela manhã (no caso o tiroteio) já começou a tentar dialogar com Pedro na tentativa de salvar-se de levar uns "tabefes" por "tabela" na hora em que Pedro resolvesse partir com a chave de fenda pra cima do Leonir...

Depois de muita conversa ela disse: "Pedro meu amigo, você é um homem sabido, inteligente, concursado (concursado foi a melhor na minha opinião). Não denigra a sua imagem por causa de gente inferior. Além do mais, você e todo mundo que trabalha aqui sabe que você pode acabar com a raça desse cagão do Leonir na hora que você quizer...".

Bem, pode-se concluir que o Pedro, ao ver as sábias palavras de Rita, acabou a ir-se embora trabalhar pois saiu dali com o ego inflado e se sentindo a "última bolacha do pacote". O Leonir, ao contrário, ficou "puto" com Rita por ela ter inferiorizado ele daquela forma, e "apelou" com ela e fez ate "beicinho"... Só faltou bater as mãos na bochecha e cantar "belém belém".

Rita, com a cara mais feia do mundo, ficou brava com o Leonir e disse que ele tinha era que agradecer porque ele não apanhou porque ela era uma mulher "sabida".

Caro leitor, creio que naquele dia ninguém saiu ganhando (inclusive o Leonir que não ganhou "tabefe" algum). Os ladrões foram presos, o Leonir ficou sem marmita, o Pedro quase fica sem a chave de fenda (no caso se ele tivesse sucesso na tentativa de enfiá-la nos "fundilhos" do Leonir), os "machos afamados" do bloco acabaram "borrados" e minha amiga Rita, além de passar um "puta medo de morrer" ainda gastou "dindim" pra comprar um analgésico para a "puta dor de cabeça" que ela arrumou naquele dia... Parece que ninguém no outro dia, ao acordar pôde dizer: "Hoje eu estou mais rico que ontem!...".

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A cachaça do Leozinho



Caros amigos, já sei que fiquei sem dar notícias ha muito tempo, mas tenho que confessar que foi por um bom motivo. Já adianto que não... não foi preguiça de digitar e sim um fato que estava alheio à minha vontade... Essa vida de contar loucuras alheias (e as vezes as próprias) realmente é dotada de muita adrenalina... rs...

Bom, chega de rodeios e vamos logo ao ponto... (deixemos os "entretanto" e vamos logo aos "finalmente")... Hoje contarei a historia de uma mulher rica que casou com um homem pobre igual a Jó e que aturava coisas demais pra não tomar uma atitude (além de pobre ainda era atrevido). A nossa história começa num bairro dos arredores de Goiânia, onde eu, quando era adolescente, frequentava assiduamente. 

Eu tinha uma amiga que morava num bairro afastado nos arredores de Goiânia. Na esquina de sua casa havia um barzinho muito mal frequentado e dentre esses frequentadores (mais conhecidos como bebuns) havia um em especial que chamava a atenção pois tinha uma camionete (ou camioneta... pesquisei os dois e parece que qualquer um que escrever estará certo) que era um veículo automotor espetacular.

Esse individuo (que chamarei de Leozinho) era marido de uma mulher "cheia da nota" (que chamarei de Lourdes) e o carro era presente da mulher pra ele. O carro em questão possuía um som "irado", realmente o que havia de mais moderno e mais caro no que se refere a som. Ele sempre ao chegar no bar não fazia cerimônia. Ligava o som na maior altura possível e ia beber muita cachaça com o resto dos frequentadores do referido estabelecimento.

Num domingo, quando eu estava na porta da casa de minha amiga a conversar, notamos que o senhor da referida camionete estava no bar a se embebedar com os amigos e o som do veículo automotor estava a mil. Ainda me lembro de dizer a minha amiga que ela ia ter problemas para dormir pois aquilo ali ia durar horas.

Quando já eram lá pelas 18 horas, notamos que um carro muito caro dá um "cavalo de pau" na esquina, canta os pneus e freia bruscamente na frente do bar: era a esposa do senhor da camionete. Ela desceu do carro e foi ate a mesa onde ele estava sentado e gritou: "Seu filho da puta cretino vagabundo!!!... Vai pra casa agora que eu não casei com você pra te buscar em bares de quinta completamente bêbado!!!..."...

O senhor em questão, sem nem se dar ao trabalho de olhar pra a mulher apenas disse: "Você esta muito nervosa... vai pra casa lavar alguns pratos e a minha roupa... trate de estar bem cheirosinha quando eu chegar porque quero dar uma... mas só vou depois de bêbado e trate de ficar bem mansinha pois você sabe que quem manda aqui sou eu..."...

A mulher ainda ficou a olhar para o marido durante mais de um minuto e ele continuou a beber com os companheiros e fazer misérias no carteado. Os bebuns que estavam com ele riam tanto da cara dela que chegaram a rir mais que o próprio marido. Naquela hora, se o Leozinho tivesse prestado um pouco mais de atenção, teria reparado que o final da história não seria o que ele havia planejado...

A Lourdes achegou-se um pouco mais da mesa onde estavam a jogar o carteado e virou-a em cima dos bebuns com cerveja, baralho e tudo... O Leozinho ficou "encapetado" e partiu pra cima da mulher pra dar-lhe um "tabefes" e ensinar-lhe a respeitar o marido (seu amo e senhor). Afinal, o que os amigos iam pensar dele de ver a mulher com esse tipo de comportamento?

Quando ele já levantava a mão para iniciar o "castigo merecido", Lourdes tira de sua bolsa Prada um "trinta e oitão" (revolver que pode fazer um "estragosinho básico") e começa a atirar pra todos os lados. O que se viu depois disso foi quase indescritível.

Era bêbado correndo pra todos os lados e a Lourdes atirando sem parar. Não ficou nenhum bêbado que fosse no referido estabelecimento. Ate o "barman" escafedeu-se dali. Foi realmente uma visão única. A Lourdes dotada de toda a maestria na condução da arma que seria o seu juri, juiz e carrasco.

Lourdes foi ate a camionete (que ela mesma havia comprado para o mala do marido) e desferiu alguns tiros no som acabando com a alegre música que estava a tocar. Voltou-se para onde estava Leozinho e não o encontrou pois o mesmo já havia corrido para o banheiro.

Foi até o seu carro e pegou uma garrafa de wisk (provavelmente muito cara) e levou ate o referido banheiro gritando: "Sai daí seu cagão filho da puta! Você gosta de beber e eu trouxe uma garrafa para você. Quero que beba tudo pois depois que casou comigo o seu gosto ficou refinado não é? Antes só bebia cerveja agora não sai do wisk...".

Já sei, caro leitor, já estas a pensar: "porque cargas d'água essa policia ainda não chegou ao local?"... Ora... Pelo simples fato de que a mulher era filha de gente importante e se ela quisesse dar uns "tirozinhos" no marido que o fizesse pois, como diz o ditado: "briga de marido e mulher ninguém mete a colher"... (pra azar do Leozinho).

Enfim, o mala saiu do banheiro "a se cagar todo" e a partir daí quem ficou "mansinho" foi ele. Como num passe de mágica o papo de "vai lavar a minha roupa" mudou para "meu amorzinho você esta muito alterada, vamos pra casa e eu te faço uma massagem para você relaxar".

A Lourdes começou a esfregar o "trinta e oitão" nas partes íntimas do Leozinho dizendo: "Leozinho... Leozinho... Não me encapetes!... Pois eu, pra te dar um corretivo, nao precisa de muito... Não tenho medo de ir pra cadeia pois voce sabe que tenho posses e não vou ficar lá muito tempo... Tenho os melhores advogados que o dinheiro pode pagar!!!..."...

O Leozinho entrou na camionete caríssima que ganhou de presente e foi-se embora pra casa com o "rabinho entre as pernas"... O melhor de tudo foram os bebuns que ao verem que a "irada Lourdes" já havia saído com o "cagão do Leozinho" voltaram para o bar e a festa continuou...

Bom, caríssimos amigos leitores, o final da história já é previsível: eles se separaram, pois o Leozinho ficou com medo de morrer e a Lourdes com medo de matar. Não me perguntem da Loudes pois dela não fiquei a saber nada depois disso, porém do Leozinho eu sempre o vejo há anos frequentando ainda o barzinho mal frequentado.

O Leozinho continua a beber, porém agora não bebe wisk e sim cerveja... Agora toda vez que vai ao bar não vai de camionete e sim de: fusca, fiat 147, brasília... É... parece que só o Leozinho acordou  no outro dia sem poder dizer: "Hoje eu estou mais rico que ontem!"...